O mês de março foi marcado por uma programação diversificada e emocionante no CineBiblioteca da Biblioteca da Usina da Paz do Guamá. A cada sessão, o público teve a oportunidade de explorar temas como a música, a liberdade de expressão e a resistência em face à opressão, em filmes que cativaram e despertaram reflexões profundas. A seleção de filmes trouxe uma mescla de animação, ficção científica e drama, garantindo uma experiência cinematográfica única para os frequentadores.

06/03 – SING: Quem Canta Seus Males Espanta – O mês começou com uma exibição alegre e inspiradora de SING: Quem Canta Seus Males Espanta. A animação, que reúne uma série de animais carismáticos participando de um concurso de canto, encantou o público com suas músicas vibrantes e uma mensagem positiva sobre autoconfiança e superação. O filme se destacou por sua leveza, abordando temas como a busca por sonhos e a importância da perseverança, além de destacar a diversidade e o poder transformador da música. A sessão foi especialmente apreciada pelas crianças e famílias, que saíram do evento contagiadas pela energia do filme.

13/03 – Fahrenheit 451 – No dia 13 de março, o CineBiblioteca trouxe para os espectadores uma experiência mais intensa e reflexiva com Fahrenheit 451, adaptação do clássico de Ray Bradbury. O filme, ambientado em um futuro distópico onde os livros são proibidos e queimados, levantou questões importantes sobre liberdade de expressão, censura e o poder do conhecimento. A trama, que narra a jornada de um bombeiro encarregado de destruir livros, envolveu o público em uma reflexão crítica sobre o papel da literatura e da educação na sociedade, além de mostrar os perigos de uma sociedade controlada pela manipulação da informação. Foi uma sessão de grande impacto, que gerou debates sobre os desafios enfrentados em tempos de censura e a importância de manter viva a chama do conhecimento.

27/03 – Ainda Estou Aqui – Dirigido por Walter Salles, que narra a história real de Eunice Paiva (interpretada por Fernanda Torres), esposa do deputado Rubens Paiva (Selton Mello), ambos figuras centrais durante a ditadura militar brasileira. Em 1971, Rubens desaparece após ser preso por militares, e Eunice, determinada a descobrir seu paradeiro, embarca em uma incansável busca que a transforma em ativista pelos direitos humanos. O filme é uma adaptação da autobiografia de Marcelo Rubens Paiva, filho do casal, e destaca a luta de Eunice para manter a unidade familiar e buscar justiça em um período de repressão política. Em 2025, conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional, tornando-se o primeiro filme brasileiro a receber essa honraria. 27

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